O Manual Prático do Consultor de Amamentação é o resultado de uma caminhada profissional e acadêmica de mais de 20 anos de muito estudo e vivência em amamentação. São 15 anos capacitando profissionais de excelência, na certeza que podem mudar o mundo de famílias pelo auxílio à amamentação. Trata-se de uma obra comemorativa, que evidencia a nossa caminhada crescente enquanto classe.
Este livro tem como objetivo compartilhar, de maneira prática e didática, os principais serviços que abrangem o escopo do atendimento de um Consultor de Amamentação de excelência. A obra possui 15 capítulos que têm como premissa auxiliar na construção do raciocínio clínico do consultor e na elaboração das etapas da assistência.
Em todos os livros que organizei e conduzi, esta área sempre foi dedicada a dar voz a quem protagoniza as histórias que temos o privilégio de participar.
O prefácio de um livro é um espaço de destaque para autoridades e pessoas renomadas dentro da temática que a obra propõe a apresentar. Não teria espaço melhor para que a fala de uma mãe pudesse estar.
Neste livro você encontrará propostas de serviços, protocolos de assistência, orientações sobre manejo, mas, jamais se esqueça que cada família é única. Cada família carrega uma história que é só dela.
Acolher e respeitar é acima de tudo uma obrigação nossa enquanto profissionais do aleitamento.
O sucesso do nosso trabalho enquanto Consultores de Amamentação não será medido no número de bebês que conseguiremos conduzir a um aleitamento exclusivo, mas, na experiência que essa família vivenciará.
Amamentar não é fácil, não mesmo. Amamentar requer aprendizado, resiliência, paciência e auxílio profissional. Mas, é lindo, é potente e é transformador.
Abaixo seguem as palavras da Bárbara, mãe da Clarisse, e a sua história real sobre o que para ela foi o amamentar.
Eu me tornei mãe mais tarde do que eu queria. Circunstâncias da vida. A maternidade sempre foi um grande sonho. Por isso, tive muito tempo pra idealizar diversos aspectos dela.
O parto, a amamentação, a educação positiva... Eu me informei bastante também, e soube o quanto a amamentação é importante para o desenvolvimento e saúde do bebê. Por isso, bem antes de engravidar eu decidi: nada de bicos artificiais, chupeta, mamadeira. Vou evitar fórmula, amamentar em livre demanda até os 6 meses, seguir com a amamentação até no mínimo os 2 anos do meu bebê.
A maternidade, no entanto, nos faz colocar os pés firmemente no chão. O tempo de idealizar não é mais possível; tem um bebê chorando e demandando atenção. Tudo é muito mais difícil do que parecia em teoria. Aliás, a teoria parece bonita e é necessária; mas a prática pode se mostrar diferente e desafiadora... A realidade estabelece limites; vivemos a maternidade que é possível, um dia de cada vez. E muitas vezes, sobrevivendo. Por buscar sempre informações busquei pela Consultoria de Amamentação ainda na gestação. Quando eu cheguei na consulta, grávida de 32 semanas, minha Consultora disse que eu teria muito leite e meus mamilos eram planos. Aprendi bastante nessa consulta e me senti segura. Infelizmente na primeiríssima mamada da minha filha - que aconteceu na sala de recuperação da cesárea no hospital - ela feriu ambos os meus mamilos. Ali começaram os problemas. Tive muita dificuldade de lidar com a dor, e minha filha rapidamente perdeu peso e entrou na fórmula. Peguei firme com a amamentação na primeira semana de vida dela, e consegui reverter a perda de peso, além de desmamá-la da fórmula em questão de dias.
Amamentei durante 2 meses com dor... apesar disso, tudo estava funcionando bem e minha bebê ganhou peso e se desenvolveu lindamente nos seis primeiros meses de vida. Me senti muito poderosa de estar nutrindo tão bem a minha filha. Consegui ficar uns 3 meses sem dor nenhuma, depois que as feridas iniciais cicatrizaram.
“Que bom que você tem muito leite! Tanta gente não tem...”. Ouvi isso várias vezes. No entanto, a minha hiperlactação começou a me gerar problemas quando minha bebê tinha 5 meses de vida. Meu peito empedrava com frequência. Várias vezes temi ir para o hospital. Minha Consultora sempre me orientava e tranquilizava. Uma ferida num dos mamilos surgiu e, até acontecer o desmame, nunca melhorou. Quando minha filha tinha 9 meses tive uma fase muito difícil com a amamentação, ela rejeitou o peito temporariamente... Foi aí que vi meu sonho de amamentar longamente começar a desmoronar. Tive dias muito sofridos. A dor me acompanhou até o fim da amamentação. Tive que tomar medicação para controlar minha produção de leite. Foi só assim que eu consegui ficar sem mastite. Assim, a amamentação que eu idealizei até os dois anos de idade da minha bebê foi dando lugar à ideia de amamentar enquanto eu desse conta, o máximo de tempo possível. Passei a almejar chegar até o aniversário de 1 ano dela. Cheguei, e consegui passar alguns meses ainda. Aos poucos, comecei a sentir um pouco de trauma com algumas situações relativas à amamentação, e fui percebendo que aquele tempo estava acabando. Pelo meu bem e, consequentemente, pelo bem da minha filha. Fiz um desmame gentil ao longo de meses, e quando minha filha tinha 1 ano e 5 meses, encerramos essa fase. Foi bem antes do que eu queria, mas bem depois do que eu achei que daria conta. Felizmente, aconteceu de uma forma tranquila para nós duas. No final, dada minha história difícil, acho que eu consegui fazer muito pela minha bebê.
A maternidade é muito ambígua. Uma alegria sem fim junto com o maior desafio que já vivi. O luto de quem eu era. A descoberta de quem eu sou agora. Deixar para trás a maternidade sonhada. Viver a cada dia a maternidade possível, com esse sujeito que é minha filha com quem eu aprendo a cada dia, descobrindo (junto com ela) quem ela é. Eu amamentei enquanto foi possível. De qualquer forma, cada gota vale a pena, e o acompanhamento de uma profissional da amamentação também.”Bárbara Freitas, mãe da Clarisse
Que a experiência seja positiva, no tempo que seja de desejo de cada mulher, e mesmo diante de tantos desafios, que faça cada gota valer a pena, e a nossa presença também.

PhD, IBCLC, CEO do Instituto Mame Bem
Organizadora da Obra
IBCLC. Fonoaudióloga graduada pela Universidade Federal de Minas Gerais. Especialista em Motricidade Orofacial pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia. Especialização em Linguagem; Especialização em Gestão em Saúde Pública; Especialização em Comunicação. Mestre e Doutora em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Doutorado sanduíche na Universidad de Zaragoza, Espanha. Educadora parental em Disciplina Positiva pela Positive Discipline Association. Idealizadora, fundadora e diretora do Instituto Mame Bem e Faculdade Famabe. Coordenadora do curso de Especialização em Cuidado Materno-infantil com enfoque em Ama mentação do Instituto Mame Bem. Mãe do Bernardo, do Pedro e da Helena.
IBCLC. Fonoaudióloga graduada pela Universidade Federal de Minas Gerais. Especialista em Motricidade Orofacial pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia. Especialização em Linguagem; Especialização em Gestão em Saúde Pública; Especialização em Comunicação. Mestre e Doutora em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Doutorado sanduíche na Universidad de Zaragoza, Espanha. Educadora parental em Disciplina Positiva pela Positive Discipline Association. Idealizadora, fundadora e diretora do Instituto Mame Bem e Faculdade Famabe. Coordenadora do curso de Especialização em Cuidado Materno-infantil com enfoque em Ama mentação do Instituto Mame Bem. Mãe do Bernardo, do Pedro e da Helena.
IBCLC. Fonoaudióloga graduada pela Universidade Federal de Minas Gerais. Especialização em Saúde Materno-Infantil. MBA em Gestão, Inovação e Serviços em Saúde. Aperfeiçoamento em Distúrbios de Comunicação e dificuldades de aprendizagem. Mestre em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Certificações internacionais em dificuldades alimentares na infância – SOS Aproach e Get Permission. Fonoaudióloga Clínica e Hospitalar (Hospital João XXIII – Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais). Professora da Faculdade Famabe. Coordenadora do eixo infantil da saúde da criança do curso de especialização em cuidado materno-infantil do Instituto Mame Bem.
IBCLC. Fonoaudióloga graduada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Especialista em Motricidade Orofacial pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia. Especialização em gestão em serviços de saúde, pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e em Saúde Materno infantil pela Faculdade Unyleya. Mestre em Saúde da Criança e do Adolescente e Doutora em Ciências Fonoaudiológicas pela UFMG. Fonoaudióloga da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte. Tutora da residência do Hospital Odilon Behres. Professora da Faculdade Famabe. Coordenadora do eixo da saúde da criança do curso de especialização em cuidado materno-infantil do Instituto Mame Bem. Mãe da Maria Clara.
IBCLC. Médica graduada pela Universidade Federal do Pará. Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pelo programa de Residência Médica da Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará. Membro Titular do Colégio Brasileiro de Radiologia – área de atuação em Ultrassonografia em Ginecologia e Obstetrícia. Especialista em Cuidado Materno-Infantil com enfoque em Amamentação pelo Instituto Mame Bem). Mestre em Saúde Coletiva pelo PPGSAS da Universidade Federal do Pará. Docente na Famabe. Coordenadora do Eixo Materno do curso de especialização em cuidado materno-infantil com enfoque em Amamentação do Instituto Mame Bem.